"O mundo do faz de conta lado a lado com a realidade"

quinta-feira, 13 de março de 2008

:: A HISTÓRIA VOCÊ JÁ CONHECE... [E ESSA TAL DE POESIA?]

Espelho, espelho meu.

por Lorreine Beatrice


...Até o dia em que os produtos e serviços ficaram fisicamente muito parecidos e foi preciso encontrar diferenciais em outros lugares, como na marca, por exemplo. Para a marca ser verdadeiramente um diferencial, ela precisava estar presente na mente do consumidor, ser vista, lembrada a partir de um conceito ou posicionamento específico.

Correndo por fora, mas no mesmo jogo, veio o que a gente chama de publicidade. No princípio bastava falar sobre a existência de determinado produto: Vendem-se pêras fresquinhas na Rua das Flores. Apareciam como classificado ou aos berros, no meio da rua, pelos comerciantes (que além de propagar a mensagem já faziam a venda ali mesmo).

Chegou um tempo, porém, que só enumerar o produto não era suficiente. Era preciso enumerar suas utilidades. De preferência, mil e uma. A gente passou a comprar o que era mais crocante, o que lavava mais branco, o que matava os insetos.

Mas você se lembra onde nossa história começa, não é? Na época em que os produtos eram praticamente iguais e precisou-se vender um conceito. Nessa hora, a publicidade também precisou encontrar diferenciais. Precisou achar um tom mais emocional, afetivo, que falasse mais interiormente ao consumidor e não precisasse elencar uma série de características racionais que nos fizessem pensar – e daí tal produto ser tudo isso?!

Nessa hora, entra em campo a poesia. Poesia? Ela mesma. Que tem o dia de amanhã (14) dedicado a ela. Foi nessa hora que a poesia tornou-se um recurso mais freqüente na mensagem publicitária.

Já aparecia, porém, desde bem antes. No Brasil, poesia e publicidade estão ligadas há mais de 100 anos. Os primeiros redatores foram poetas. Hermes Fontes, Bastos Tigre, Olavo Bilac. Às vezes usavam rimas, provérbios. Deixaram as chamadas mais curtas e cheias de ritmo. Era a preocupação com a estética publicitária em plenos anos 1900.

A verdade é que a linguagem poética é um recurso ainda bastante utilizado, porque tem essa característica de falar universalmente, tocando cada um. Você se lembra de alguma publicidade com jeitinho poético? Abaixo dois exemplos.

O primeiro, de página dupla, parece um poema concretista. Divulga um evento de moda e é criação da agência New360.

O segundo exemplo é uma campanha da JWT para o novo EcoSport. A idéia da campanha é mostrar a sensação agradável de andar no carro. Um lugar onde luminoso é vagalume e fumaça é algodão.


Haveria muito mais para se mostrar. E se você gosta mesmo de poesia, se você acredita que ela pode ser cotidiana, acesse www.pausaparapoesia.com.br e comente.

Bom Dia Nacional da Poesia pra você!


Lorreine escreve para o Mundo Fabuloso todas as quintas-feiras na seção “Espelho, espelho meu”.

e-mail: lorreinebeatrice@gmail.com

2 comentários:

Lorreine Beatrice disse...

Oi, Cláudio! Passando aqui no Espelho mesmo só para agradecer seu comentário no Pausa.
Valeu por tudo, viu?
Abraços, garoto!

Leandro Nisishima disse...

Olá! Acabei de responder um meme no meu blog. E resolvi repassar ele para outros 5 parceiros. O seu blog foi um dos escolhidos. Caso tenha interesse responda o meme, e envie ele para outros 5 sites/blogs da sus preferência. Caso não saiba, o meme é uma espécie de questionário que visa conhecer um pouco mais o dono de uma página, além de ajudar na divulgação da mesma.
Veja o meme respondido no meu blog.
http://subeteanimes.blogspot.com/2008/03/intervalo-pausa-para-responder-um-meme.html