
Toda quinta-feira é dia do espelho da Lorreine refletir com novidades pelo Mundo Fabuloso. Então vamos conferir no post abaixo o que ela preparou pra gente nesta semana.
Definir os contos de fadas parece ser mais fácil do que roubar doce de criança, certo? Errado. Você pode até tentar: bem, são aquelas histórinhas, tipo assim, Cinderela, Branca de Neve... sempre têm príncipe, princesas (ah, claro!) e final feliz. Mas as narrativas que acompanham a humanidade há séculos não são definidas como uma receita de bolo, com duas colheres de farinha e ponto final.
Se o universo das narrativas fantásticas tivesse surgido com um big bang, tal “explosão” seria certamente o imaginário popular. Foi através deste imaginário que nasceram histórias contadas ao redor das fogueiras, passadas de geração
Apesar de muita gente igualar os contos de fadas às demais narrativas fantásticas, alguns estudiosos dizem que há diferenças, sim! É como se cada grãozinho tivesse se agrupado de diferentes maneiras, formando diferentes tipos de discurso.
Acredita-se que o conto de fadas tem origem celta (aliás, este foi o primeiro povo, ao menos o primeiro que nossos registros revelam, a admitir a existência das lendárias personagens conhecidas por f-a-d-a-s!). Além disso, os contos de fadas têm uma abordagem mais existencial. Os heróis têm um “q” de filósofos: através de provas a serem vencidas, querem entender o mundo, buscam a felicidade plena e a própria auto-realização.
Isso é um bocado diferente das narrativas da coletânea de Mil e Uma Noites, por exemplo, que também tem princesas e finais felizes. Só que são de origem oriental e enfatizam, originalmente, o âmbito material e sensorial do indivíduo, vivenciado em situações cotidianas.
Assim como o surgimento do universo, os contos de fadas são mais complexo do que a gente imagina. Qualquer definição precipitada acaba por confundir e limitar esse conjunto de histórias que faz, bem ou mal, parte da nossa vida e que continua sendo reinventado, até hoje.
No post do último dia 27 de dezembro, a Lorreine apresentou dois anúncios que retratavam a essência sedutora e capciosa da clássica (e batidíssima) Chapeuzinho Vermelho. Qualidades que sempre fizeram parte do perfil dessa querida figura dos Contos de Fadas, mas que muitos persistem em enxergá-la como uma criatura ingênua e desprotegida.
Para dar mais audiência a este anuncio que faz parte da atual campanha do novo Trident Splash, da Cadbury Adams, apresento algumas considerações sobre o trabalho da agencia JWT, que aposta no título “Todo mundo tem um recheio surpreendente. Qual é o seu?”.
Esse projeto publicitário acaba de entrar em circulação nacional, em mídias impressas para todo o país, e relaciona o impacto inovador de chicle de bolas Trident com uma passagem da história infantil da inquietante Chapeuzinho Vermelho.
O texto possibilita algumas interpretações: como por exemplo, a daquele momento em que o Lobo Mau, fingindo ser a netinha curiosa, consegue entrar na casa da vovó e a engoli imediatamente, ficando a espera da verdadeira, “inocente” e encantadora Chapéu. A Idéia da agencia é evidenciar que apesar de modesto por fora e aparentemente “ingênuo e comum” entre os concorrentes de seu segmento, a goma de mascar promete agradar consideravelmente com seus novos e tentadores recheios líquidos. É meio que um convite desafiador para que os jovens descubram o que realmente tem por dentro desse novo Trident Splash.
Sedução, surpresa, sensualidade e descobertas são elementos presentes tanto nas versões da Chapeuzinho de Charles Perrault, como na dos Irmão Grimm, e que também estão envolvidos nessa peça publicitária da multinacional JWT. A sugestão do anuncio é apresentar um produto derivado do Trident que está em fase de plena juventude (desde 1981) e que sugere através de uma metáfora agressiva e talvez negativa (o lobo), o quão interessante pode conter num chicle que atualmente faz parte do arsenal de conquista das mais variadas tribos de jovens e adolescentes.
Era previsível, mas arrisquei ao expor esse mesmo anuncio para públicos de diferentes contextos culturais (abastecidos com o senso comum do conto tradicional), e o resultado foi conflitante com a proposta da campanha. De qualquer forma, é importante observar que esse trabalho está sendo direcionado para um público jovem, moderno, e em tempo de desbravar os mais diversos tipos de “preenchimentos” que a fase jovial da vida pode conferir. E o papel do Trident para esse target tem uma função determinante. (por ser considerada uma marca forte e admirada pelo jovem consumidor brasileiro).
É claro que essa é apenas uma visão particular e uma análise superficial de mais uma inquietante arte publicitária, que entra para o histórico das produções que recorrem aos elementos lúdicos e nada inocentes dos Contos de Fadas.
cliende: Adams Produto: Trident Splash Criação: Caio Cassoli, Marcos Abrucio Direção de criação: Ricardo Chester, Roberto Fernandez Planejamento: Eduardo Iguelka, Daniel de Tomazo Diretor de Planejamento: Ken Fujioka Atendimento: Janaína Luna, Décio Freitas Direção de atendimento: Sérgio Silveira Mídia: Renata Valio, Carolina Bertão, Carolina Milanez Direção de mídia: Ezra Geld Aprovação do Cliente: Ricardo Motta, Rosicler Antonietto, Anna Christina Freitas Fotografia: André Faccioli Art Buyer: Cecília Quirico Produtor Gráfico: Walmir Coronate, Fabio Sato Fotolito: Ação Produções
O Soda Pop estréia expondo a misturada de novela mexicana com reality show que a musa do playback insiste em protagonizar.
Protagonista de cenas horripilantes e desastrosas em torno de toda sua carreira como cant... (quero dizer, suposta intérprete de playback), Britney Spears parece incorporar ora uma louca, ora uma sábia em se tratando de sua imagem perante a mídia. Na última quinta-feira (3) muitos veículos de comunicação como (Jornal Hoje, G1, Jornal Nacional, Midiático, CNN, Fantástico) apresentaram seu triste desempenho ao perder mais uma etapa na luta pela custódia de seus dos filhos para o ex-(marido por um dia) Kevin Ferdeline.
Mas será que ela é doida mesmo ou tudo não passa de estratégia?
Britney parece perceber o “abismo artístico” que seu comportamento descontrolado lhe levou e segue usufruindo disso (sem a opção de voltar atrás) e fornecendo à imprensa tudo o que ela necessita: polêmica. É aquela velha história: “já que está com a fama, deita na cama”. Esse novo e apoteótico escândalo mais parece uma ação de marketing premeditada e surge (adequadamente) no momento de lançamento de seu 2º single, Piece Of Me (pedaço de mim), que faz parte do álbum blackout, lançado no segundo semestre de 2007, e que foi produzido por Justin Timberlake e Nelly Furtado, entre outros.
“...Britney percebeu que o melhor negócio para ela é encarnar a personagem rebelde e bagaceira que vem construindo pra si.” Bruno Yutaka Saito, Rolling Stone
O clipe mostra esse lance de perseguição (sofrido e estimulado pela inconstante Pop Star) e evidencia a correria de paparazzis, a exposição de episódios obscenos, além de loucas baladas e capas pra lá de esquisitas exploradas por tablóides de influencias duvidosas. Na letra da Piece of Me, Britney fala que desde que começou, aos 17 anos, tornou-se o “Carma da Mídia”, a “Miss Extra, Extra” que continua abastecendo revistas (pelos 4 cantos do planeta) com fotos de sua bunda, e com loucuras como guarda-chuvadas e devaneios com suas madeixas.
Ela conta ainda, que é “a que mais aparece na tv por aprontar na rua”, e que não importa se está com fama ou fora de cena, os jornalistas sempre encontram um jeitinho para falar de seu desempenho comportamental. Sendo assim, como o Mundo também faz parte da mídia, vamos ver como ficou esse seu novo clipe (que também é o nosso destaque da semana) e avaliar se ela ainda consegue disputar com quem vem chegando e tentando ocupar seu estremecido posto de Princesinha do Pop.
Aí vai um pedaço dela!
download de Piece of me
Particularmente, a impressão que tenho é que ela se diverte muito com toda essa história. E mesmo sabendo que gosto não se discute, devemos admitir que nem todos conseguem renascer e permanecer das cinzas como faz essa maluca. E olha que ela tem cumprido bem o seu papel.
"Blackout" arrecadou mais de 7 milhoes de dólares para a Jive Records sem qualquer divulgação.
[Cláudio Brasil]
o condutor para a história, afinal, tem-se aí a oportunidade de questionar alguns “valores” clássicos dos contos de fadas e dar a eles um visual, digamos, mais moderno, de acordo com o pensamento e comportamento do ser humano de hoje (e não dos séculos passados, quando surgiu a maioria dessas histórias).contato: lorreinebeatrice@gmail.com
Veja o que vai rolar na edição desse mês!
Para baixar as músicas: clique no nome delas, e ao abrir a página do 4shared, após alguns segundos, vai aparecer o nome download file, clique e baixe!
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